Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Passeio às ventoinhas – Serra de Fafe (09 de Setembro de 2007)

PERCURSO: Cabeceiras de basto - Gandarela – Lameira – Confurco – Várzea-Cova (44 kms)

DURAÇÃO E TEMPOS: 09H00 - 12H40 (inacreditáveis 03 horas e 40)

 

(Clicar para aumentar)


Belo domingo de Setembro, para mais um passeio de bicicleta, Nuno Andrade, Gusto, o seu irmão Nuno, o Serra, o Sérgio, o Mário, o Quim mecânico e o irmão Rui partiram às 09h00 dessa bonita manhã em direcção ao Arco de Baúlhe.




Nesta vila, esperou-se meia hora pelo Paulo Oliveira que ainda espreguiçava na cama.


   


Às 09h30 decidimos ir subindo em direcção à Gandarela e esperar lá por ele. O Quim e o irmão Rui, como novatos nestas andanças de cavalgar a toda a sela, mostraram precisarem apurar consideravelmente a forma. Quem não vai aos treinos não pode aspirar ser titular. Por conta disso, os experimentados Nuno Andrade e Gusto foram travando o passo para não deixá-los sozinhos. Destacou-se o Serra que, vendo os novatos prejudicarem o andamento dos outros dois colegas, decide dar ao pedal e distanciar-se do grupo. Parece que havia uma aposta qualquer pelo meio… Perante tal estado das coisas, o Sérgio carrega no acelerador (passa a expressão) e parte no encalço do madrugador fugitivo. Quando chegam à sede de São Clemente de Basto, às primeiras bombas, o Serra terá de se contentar com um honroso segundo lugar. Na subida, três rapazolas dos seus 15-16 anos serão ultrapassados pelo duo endiabrado. Enquanto se conversa com eles, vai chegando o resto do grupo e decide-se esperar pelo Paulo num dos cafés, rapaz já conhecido pelos constantes atrasos nos jogos dos domingos de manhã.



 

À pergunta se ele chegou atrasado ao casamento, refugiou-se no direito de não se incriminar e escusou-se responder… Um café e um cigarro depois, parte o grupo no encalço do duo dos irmãos Gusto e Nuno, e inicia-se a etapa mais difícil até à Lameira, passando-se por cima da auto-estrada, sítio onde o Serra e o Nuno continuaram o despique pessoal, e iniciando-se uma discussão entre eles sobre o local da meta pois havia quem decidisse, por conveniência, alterar o sítio do dito local. Por tradição e por natureza, estava convencionado que seria sempre num alto ou no local da paragem.

Junto à fonte desta povoação, o grupo reagrupa-se lentamente e desfruta da generosa água que por ela brota. Tempo de tirar fotos…



 

Depois da chegada do último, o Quim, parte o grupo em direcção a Fafe e vira-se à direita para o lugar da Povoação, passando-se agora debaixo da via rápida.



 

Estrada estreita, campestre, com um lance de cerca de 150 m em subida bastante acentuada, Nuno Andrade e Sérgio chegam ao caminho de terra, imediatamente seguidos pelos seus acalorados companheiros, nesta manhã quente.




Tempo de mais fotos que isto é tudo digital e precisamos de recordações e de encher o blog. O grupo, satisfeito, já adivinhou que chegou ao ponto mais longínquo do trajecto mas que a subida de Várzea-Cova ainda está por fazer. Algumas bicicletas no chão, outras ao alto, o grupo faz-se a pose. Hora de partir, estamos atrasados e há o costumeiro almoço do Domingo…



 

Neste momento, chegamos ao ponto alto deste passeio. Dois elementos do grupo, habilidosos, decidem dar espectáculo. E se dão… Passa-lhes pela cabeça não seguirem pelo caminho de terra batida que nos vinha conduzindo da Povoação e que nos iria levar até ao Confurco. Decidem ir por um atalho, daqueles que nem as cabras gostam, com uma inclinação, sei lá, de muitos graus, quase a fazer de muro e suporte às ventoinhas. “Não és capaz!”, “Não mas sou!”, “Eu também!”, terá sido deste género o diálogo entre os dois valentes cabeceirenses. Vai o Gusto primeiro e safa-se da queda imediata mas, largos metros adiante, não contava com outra descida abrupta do género. A coberto da distância e da inclinação do terreno, faz-se a outra descida e desaparece perante o olhar de todos. Constataríamos depois, que o Gusto efectivamente desapareceu foi numa valente queda, propositada parece, para evitar mal maiores. Para evitar tombo maior perante o estado do caminho que se lhe deparava, decide atirar-se para o lado, qual cena de filme de aventuras, e embate contra o mato, com toda a força da gravidade e da velocidade do momento. Esfolando braço e perna, mas perante o isolamento do momento, monta novamente e parte em direcção a Fojos, com a roda de trás que já não era um oito, mais parecia um X. Tudo isto, sem ser visto, qual fugitivo. Vai daí, o Nuno Andrade, perante o aparente êxito do audacioso companheiro, lança-se pela ravina. Da estrada de terra onde me encontro, ainda o vejo pelas costas, desaparecer. “Bravo homem”, penso eu. Mas a coisa corre um pouco mal. A intrepidez não garante sempre bons resultados e vai daí, calculando mal a posição para a descida, perde o controle da cavalgadura, que, achando provavelmente exagerada a tarefa imposta pelo seu nada timorato dono, o expele da sela levando-o a embater com a queixada no chão, logo depois de uma pouco graciosa acrobacia pelo ar. Terá mais dificuldade em recompor-se que o Gusto mas é prontamente acudido pelo Mário, pelo Rui e depois pelo Sérgio. Não querendo dar a face, não quer telefonar para o virem buscar, apesar do feio golpe no lábio, do pulso dorido e da dor nas costelas. Este grupo de ciclistas de  Cabeceiras, como dizem os brasileiros, é "cabra macho". Segue com a roda dianteira num oito, obrigando-o a ficar sem travões à frente, e lava-se na fonte, no Confurco. Somos o último grupo, Nuno Andrade, Serra, Sérgio, Mário e Rui, e arrancamos para Várzea-Cova. Rapidamente, Mário e Rui ficam para trás perante a velocidade dos outros. Estes ultrapassam o Quim, que, a pé, se deve ter arrependido 100 vezes de ter vindo. Mais ou menos por esta altura, e aproveitando o facto de que o Nuno puxa da máquina para tirar fotos, Serra inicia um ataque, talvez testando a vontade e as forças dos companheiros. Durou pouco, pois segue-se de imediato a resposta dos companheiros que não lhe dão veleidades. Mais acima, ultrapassam o Paulo que vinha em grande esforço, mais habituado às bicicletas de corridas do que às nossas e finalmente, debaixo de forte sol, chegam à fonte de Fojos onde esperam o Gusto e o seu irmão Nuno.



Contadas as peripécias dos dois artistas deste domingo, descemos em direcção à vila de Cabeceiras de Basto onde, cada um em sua casa, teremos que contar sobre este passeio e sobre os peripécias dos nossos infortunados companheiros que quebraram a tradição que perdurava até agora, a de não se cair nestes passeios. Eles porém terão de se justificar...




Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e voltaremos breve a outros passeios, talvez já no próximo domingo, lá para as bandas de Lodeiro Darque e pela Serra da Cabreira, esperando desta vez, que não apareça nenhuma borda alta que os volte a tentar.  Se Deus quiser…

 

publicado por bikesdecabeceiras às 23:56
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1 comentário:
De tixa a 14 de Setembro de 2007 às 10:21
sinceramente os meus parabens o blog..ta altamenete...sempre a melhorar...
que esses passeios de bikes continuem e que o grupo continue com forças....


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